Céu de cata-vento
Molhado no pranto
Das chuvas de outono
Enxurrada na calçada
Deslizando gotas de vida
Que vai descendo pela avenida
Sob os pés descalços
Nas poças d’ água
Um pulsar de Vida
Sob o céu lilás
A brisa serena
Na tarde neon
Que pulsa e pulsa
Batendo no peito
Um ar puro boreal
Quão liberdade
Que pulsa e impulsa
Nesse turbilhão de cores
Na sombra da amendoeira
Um arco-íris pulsante
Sob o manto do horizonte
As chuvas de outono
Sorriso dos céus.
( Dirlei A Bonfim)