domingo, 31 de maio de 2026

Fligê 2025: Mucugê celebra literatura, música e diversidade cultural na Chapada Diamantina

De 13 a 17 de agosto, o coração da Bahia pulsa ao ritmo das palavras, sons e ideias na Feira Literária de Mucugê

Por dirlei bonfim bonfim

A cidade de Mucugê, na Chapada Diamantina, transforma-se mais uma vez em palco de encontros, diálogos e celebração da literatura durante a Fligê – Feira Literária de Mucugê 2025, que começou nesta quarta-feira, 13 de agosto, e segue até o domingo, 17. Com uma programação plural, a Fligê reúne shows de grandes artistas da cena nacional e local, rodas de conversa, mesas literárias e atividades que ecoam a força do sertão baiano.

Shows para todos os ritmos

A música marca presença especial nas noites da feira, levando o público ao Palco Principal em momentos de celebração e encanto:

  • 14 de agosto (quinta-feira): Vanessa da Mata & Maurício Pacheco abrem a sequência de shows às 21h, prometendo emoção e intensidade interpretativa.
  • 15 de agosto (sexta-feira): Marlua e banda fazem uma homenagem a Evandro Correia às 21h. Em seguida, DJ Robertinho assume as pick-ups, embalando a noite a partir das 22h30.
  • 16 de agosto (sábado): O sábado é musical já a partir do meio-dia, com Bruno Lima (12h), seguido do grupo Ligado em Modo Baiano (13h). À noite, Tiganá Santana traz sua poesia sonora ao palco, às 22h.
  • 17 de agosto (domingo): O encerramento musical fica por conta do coletivo Mulher no Samba, que se apresenta às 13h.

Rodas de conversa: saberes, memórias e ancestralidade

O Casarão das Letras acolhe importantes discussões sobre a escrita, identidade, memória e transformação social. Entre os destaques:

15 de agosto (sexta-feira):

  • 10h – Presenças maternas na escrita: gestos ancestrais (Gilmara Belmon, Nadja Nunes, Filismina Saraiva)
  • 11h – Coronéis e boiadeiros nos sertões e chapadas: realismo fantástico (Luis Bacelar Vidal, Lutero Maurício, Luiz Paulo Neiva)
  • 14h – Escrita da dor e lutos na literatura (Poliana Policarpo, Claudete Sousa, Crys Mendes, Suzala Reis)
  • 15h – Leitura literária e ação social (Annie Moraes, Priscila Xavier, Luzitônia Silva, Fernanda Quadros)
  • 16h30 – 100 anos de Clóvis Moura: legado (Joselicio Júnior, Eduardo Estevan, Marcelo Rocha)

16 de agosto (sábado):

9h – Conversa literária: Como se faz para escrever uma vida (Joselia Aguiar)

14h – Editoras Cartoneras (Kátia Borges, Marcus Gusmão, Alan Lobo, Josemilda Félix)

16h – Ofícios da escrita: criação, produção e circulação do conhecimento literário (Aurélio Ricardo Filho, Nélio Silzantov, Franklin Carvalho, Eduardo Lacerda, Yara Fers, Matheus Peleteiro, Antônio Maciel)

Mesas literárias: diálogos entre rios, matas e palavras

O Centro Cultural de Mucugê será palco de debates e partilhas sobre patrimônio, memória, linguagens e a potência da literatura baiana contemporânea:

  • 15 de agosto (sexta-feira):
  • 14h – Rios e matas na literatura de Jorge Amado (Joselia Aguiar, Gildeci Leite, Samira Soares – mediação)
  • 16h – Rios de memórias, matas de sentido: Patrimônio como palavra viva (Felipe Decrescenzo, Hermano Guanais, Marcia Sant’Anna, Thaic Carvalho – mediação)

16 de agosto (sábado):

10h – Casa Philos na Fligê 2025 – 10 anos da Revista Philos: livros, chá, xícaras e palavras (Jorge Pereira, Kátia Bandeira)

14h – Ranger para conter: naturezas originárias e desnaturalizadas da palavra (Micheliny Verunschk, Nélio Silzantov)

16h – Linguagens da escrita e armário de memórias naturais (Eliane Marques, Nilton Milanez, Mariana Paim, Jorge Pereira – mediação)

18h – Nova literatura baiana: dispersos e únicos – Extratos de autorias de obras de escritores e escritoras (Lilian Almeida, Evanilton Gonçalves, Tiago Correia, Phael Fernandes – mediação)

17 de agosto (domingo):

10h30 – Eu, leitora: metáforas da natureza na literatura brasileira (Célia Gomes, Regina Luz, Nadja Leite, Ana Clara Galindo, Elane Geraldo, Keitielle Oliveira, Dayse Sacramento, Andréa Andrade, Elane Nardotto – mediação)

Um convite à imersão

A Fligê convida o público a mergulhar em experiências que transitam entre a tradição oral, a criação literária contemporânea, a celebração da música e o debate intelectual. Seja no Casarão das Letras ou no Centro Cultural, as atividades promovem conexões entre gerações, linguagens e territórios.

A programação completa, bem como outras informações sobre oficinas, lançamentos e atividades paralelas, pode ser consultada diretamente no site oficial da Fligê.

Para assitir o evento pelo Youtube, clique aqui.

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