Há tempos
De del em del
De vão em vão
Nos solavancos
Do cotidiano
Na espera das horas
Entre becos e vielas
Realidade inóspita
Cada dia um pesar
Na lucidez da solidão
Me pego falando sozinho
Pensando sobre planos
E ações subversivas…
Nesses dias
De assombros
Entre fatos patéticos
Numa sociedade
De retrocessos
Do sensacionalismo barato
Da enganação escancarada
Gente hipócrita
Me percebo
Sem paciência
Para novos atrasos
Nesse tempo sombrio
Como tardam
Os avanços, conquistas
Quase em conta gotas
Nosso tempo
Da plenitude
Será quando…?
Encerro aqui.
Dirlêi A Bonfim